TEMAS
quinta-feira, março 27, 2008
Teatro ou ... «my mental condition is illegal»
sexta-feira, março 14, 2008
Mulher
segunda-feira, março 03, 2008
Amistad
sábado, março 01, 2008
Cabo Verde: País de Desenvolvimento Médio
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
«Wetland Bird Outside of its Natural Inhabitat» - Joe Underwood

segunda-feira, fevereiro 25, 2008
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Era uma vez um país...
Hoje em dia toda a gente vai para Londres. Eu fui parar a Guiné-Bissau para participar num workshop sobre documentários naquele continente, pois, foi lá que deixei o meu cordão umbilical. Ando em busca das origens ... e isso é já uma boa razão para reiniciar este blogue depois de uma inter-missão (entenda-se intervalo para realizar uma missão).
Ah..., para quem tem lido este blogue ao longo destes dois anos devo dizer que decidi não disponibilizar aqui as minhas imagens video, por uma questão de bom senso (conselho do meu amigo realizador de documentários Miguel Clara Vasconcelos, da Andar Filmes). Para este suporte de informação a internet já está a tornar-se um local pouco seguro. Alem disso o fenómeno do video-instalação parece ser mais consistente do que ter um V.log na internet, pois acaba por criar uma experiência mais humana no espaço relacional da arte, mais interessante do que esse espaço impessoal e virtual da net. Claro que isso não é novidade para ninguem mas eu procurei descobri-la do modo mais radical possível ...
Portanto fui parar á Guine-Bissau, considerado já um narcoestado. Aí, valiosos Jeeps e outros carrões percorrem ruas arruinadas e parece que, como em qualquer governo corrupto, lá as coisas são obtidas não pelo esforço de construção de um país mas sim por expedientes obscuros e continuados que não atendem ás concequências morais e sociais que daí advêem. As ruas da capital Bissau são despojos da guerra e da pobreza; os passeios estão literalmente arrancados do chão; o antigo palacio do governo está todo esburracado e, pasme-se, é diante dela que se levanta a bandeira do país ás duas horas da tarde. Conheci lá dois jovens talentos da escultura - o Joaquim e o N'Djai - que ocupam o seu espírito durante o dia, no Centro Artístico Juvenil, na produção em pau de sangue de figuras e símbolos da sua cultura étnica como régulos e irans, cuja força mitológica equivale no mundo moderno ao papel dos nossos parlamentaristas, políticos e religiosos. A partilha destes dois universos não os confunde. Agarram-se a velhas formas e ontologias porque acreditam que é dali que vem a sua força e é talvez por isso que os centros urbanos (a capital do pais espelha isso) não tem importância enquanto construção do espírito humano. Enquanto trabalham morosamente o seu material o mundo lá fora deixa de existir: se não se puder salvar um país em vias de se transformar na «Colombia da África» salve-se pelo menos o Joaquim e o N'Djai. Se fores a Guiné Bissau visite o Centro Artístico Juvenil da capital e salve o Joaquim e o N'Djai. Outros esforços em relação aos problemas desse país em http://www.odiaquepassa.blogspot.com/.
Eu, por enquanto, vou salvando as minhas memórias ... neste tempo de lobos ... e o meu blogue já leva - faz hoje - 2 anos de existência, portanto ... velinhas!!
terça-feira, outubro 16, 2007
Z de Zen (a Oriente) e Zweckrationalitãt (a Ocidente)
segunda-feira, outubro 15, 2007
Rainha li di bâxu* y ê sima stá skrebêdu.
Pôkus Kusas è ta flá dês governason,
Y é ka ta fika sô pa detalhes ki ta sobra
Mas pôntu krucial, na sê opinion, kel kusa ki nu ten ki ôdja:
Livre arbítriu ta pêsa, ta argumenta y ta parlamenta,
Dipôs pôbri-di-kurason ta dicidi y ta sigui sê kaminhu.
Kênha ki ta impidi'l? Sê ûniku deseju é ka ôtu
Sinon keli: stá, um dia, entre kel númeru di eleitos
Servidor poderosíssimo, soberânu poderosíssimo.
Pródigu y, acima di tudu, ka ta liga kusas materiais, di ten
Mas ta akumula sempri kûsas ke ba ta sabe:
Pa súbditu tan altivu y livre - ki rainha!
Paul Verlaine [Traduson ku tradison]
* Dicotomia céu-terra, paraíso-inferno.
terça-feira, outubro 09, 2007
Y libre!
quinta-feira, outubro 04, 2007
X e Z: duas variáveis presas a eXistenZ
terça-feira, outubro 02, 2007
X... pa Electra: nôs grandi inkógnita
na Avenida Marginal ou na Avenida Cidade de Lisboa na mei di sukuru, ta bai manenti ti instalason di Elektra pa bai deposita na sê porta milhares de velas. Ma parcen ma, sima tud alguem dja intendi, si tud bez ki tiver un apagon de Elektra fazedu um romaria, é ta kaba pa bira folklore i passadus di li uns tempos nu ta lê num obskuro revista de turismo internacional álgu n'es stilu li: «Cabo Verde é tambem um país conhecido pela sua romaria silenciosa de velas em tempos de apagão, um problema insóluvel do seu Governo, mas que já se tornou um hábito cultural naquele estranho país da costa ocidental africana». Ayan, parcem m'ê pa Pro Praia i ADECO, na Mindelo, poi di guarda en relason a es tXakóta contra residentes i consumidores.segunda-feira, setembro 24, 2007
W de What'a-Wonderfull-World-Wide-Web
A Web 3.0 será o futuro da internet. As actuais investigações vão no sentido da criação de uma nova mega estrutura destinada a substituir o actual world wide web. A Web 3.0 está em fase de preparação e representará uma nova forma de navegar, mais rápida e eficaz e principalmente com maiores potencialidades. A velocidade de navegação será de 50 Mb/seg. As causa desta revolução silenciosa que já foi iniciada deve-se ao boom das redes sociais (Myspace, Hi5,...), tv on line, vídeos e redes peer-to-peer. A world wide web deixará de existir, daqui há alguns anos, e passará a assumir a designação de World Wide Database: deixa de ser uma rede de documentos passando a ser uma rede de informação. Uma das grandes revoluções é que a extensão «.com» extinguir-se-á e surgirão dominios mais pessoais e particulares, do estilo http://www.minhapágina.helena.hn/.Recorde-se que a world wide web foi criada por um inglês Tim Berners-Lee e por um belga Robert Cailiau, cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear da Suíça.
V de «Voyelles» e Visionário

O meu amigo inglês Joe Underwood pintou «The Pile Up of Progression» inspirando-se em «Voyelles»* do visionário-anárquico Arthur Rimbaud (1854—1891):
A noir, E blanc, I rouge, U vert, O bleu: voyelles, / Je dirai quelque jour vos naissances latentes: / A, noir corset velu des mouches éclatantes / Qui bombinent autour des puanteurs cruelles, / Golfes d'ombre; E, candeurs des vapeurs et des tentes, / Lances des glaciers fiers, rois blancs, frissons d'ombelles; / I, pourpres, sang craché, rire des lèvres belles / Dans la colère ou les ivresses pénitentes; / U, cycles, vibrements divins des mers virides, / Paix des pâtis semés d'animaux, paix des rides / Que l'alchimie imprime aux grands fronts studieux; / O, suprême Clairon plein des strideurs étranges, / Silences traversés des [Mondes et des Anges]: / — O l'Oméga, rayon violet de [Ses] Yeux!
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* [Tradução de Gaetan M . de Oliveira]:
Vogais
« A negro, E branco, I vermelho, U verde, O Azul: / Das vogais direi um dia os partos latentes: / A, veloso corpete negro das luzentes / Moscas que rondam fétido e cruel paúl, //
Golfos de sombra; E, candura de fumos e tendas, / Lanças de altivos gelos, reis brancos, tremor de umbela; /
I, púrpuras, cuspo e sangue, furor / No riso dos lábios belos, ébrias emendas; // U, ciclos, vibrações divinas
dos virentes / Mares, paz de pastos e gados, das pacientes / Rugas que a alquimia imprime em sábios sobrolhos; // O, Clarim supremo de estranhos gritos fundo, / Silêncios cruzados por Anjos e por Mundos: / — Ô, de Ômega, raio violeta dos Seus Olhos!»
sexta-feira, setembro 21, 2007
U de Utopia
«O homem não está só na história, mas leva sobre si próprio a história que explora» A crise da verdade televisiva e com ele o modelo de utopia da informação pôs em crise um modelo de realismo entendido como afirmação da objectividade e trouxe ao primeiro plano os limites da ficção. O efeito bigger than life hollywoodesco fornecido pelos relatos comoventes dos protagonistas das tragédias tão pouco resolve esta crise. Atente-se por exemplo no caso do casal McCann - cuja filha Madeleine foi supostamente sequestrada – que, para já, começa a ganhar contornos grotescos e assombrosos prefigurando-se, talvez, como o maior embuste televisivo infligido ao espectador.
O problema de fundo é que se começa a estabelecer uma fronteira volúvel e confusa entre o real e a ficção. Estabeleceu-se já, ao nível do conhecimento humano, uma reformulação do conceito clássico de ficção que voltou a centrar o debate na necessidade ficcional como instrumento para o conhecimento e questiona-se, cada vez mais no mundo académico-universitário, a importância que a ficção pode exercer dentro de uma cultura contemporânea na qual se impôs, para já, uma crise de objectividade informativa. Tal constitui, por exemplo, a posição de Jean Marie Schaeffer na sua obra Pourquoi la ficcion? ( Paris, Seuil, 1999).
Para chegar ao conhecimento das causas reais a história teria que deixar de ser explicação para transformar-se em interpretação das intenções, sentimentos e razões das pessoas envolvidas, defendia Georg Simmel, ainda, no inicio do sec. XIX. Deste modo, somos cúmplices de toda a realidade e estaremos, então, a buscar a nossa verdade ao elevar o nosso nível de interpretação, daquilo que levamos em nós, para ultrapassar essa contínua suspeita em relação á informação televisiva.
quarta-feira, setembro 19, 2007
T de Temperamentu, Tíru y Têra-Têra
T di TêmperamentuT de Tíru
terça-feira, setembro 18, 2007

