terça-feira, junho 12, 2012
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CULTURAIS NA TCV (4)
segunda-feira, junho 11, 2012
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CULTURAIS NA TCV (3)
quinta-feira, junho 07, 2012
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CULTURAIS NA TCV (2)
terça-feira, junho 05, 2012
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CULTURAIS NA TCV (1)
segunda-feira, junho 04, 2012
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CULTURAIS NA TCV
segunda-feira, outubro 10, 2011
"O Caboverdiano" em vídeo experimental!
terça-feira, setembro 20, 2011
Coisas que já vêm tarde!
O endurecimento da lei de porte de armas ligeiras é outra das coisas que já vem tarde, como o referiu Carlos Veiga, recentemente. Aliás, isso é algo gritante, face à constante leva de assassinatos de jovens na capital do país: jovens que, por vezes, não são suficientemente homens para matar mas somente impelidos pelo ódio e movidos pela facilidade do disparo, sem nenhuma ponderação.
HOMENAGEM A LEÃO LOPES NO BRASIL
"Toda a gente deve estar lembrada daquela “conheço Felini, conheço Kurosawa, mas quem é Leão Lopes”? O mal dissente que parecia conhecer estes grandes nomes do cinema, afinal não conhecia nada. A única verdade contida nessa diatribe era que de facto não conhecia Leão Lopes. Porque se o conhecesse tinha tudo para o aproximar da história destes criadores, que tal como Leão Lopes, fizeram um dia o seu primeiro filme; tal como Leão Lopes, foram artistas plásticos antes do cinema e continuaram sendo; que os três entraram no cinema pelos mesmos caminhos. Mas Leão Lopes tinha tudo a perder; não nasceu na Itália, nem na China. Pagou caro por ter ousado fazer um filme na sua terra. Pena é que nunca tenha sido possível fazer-se a estreia do filme na Praia, nem nunca a nossa televisão passou a série que produzi para esse formato e realizado em simultâneo ao filme, de 3 episódios de 50 minutos cada. Os cabo-verdianos nem sabem que “Ilhéu de Contenda” foi premiado algumas vezes lá fora, incluindo no Fespaco (melhor música), que teve sua banda sonora editada, entre outras apreciações que mereceu durante a seu percurso."
segunda-feira, setembro 12, 2011
“Trompe D’Oeil” - Video– Ficção – 08’32’’ (Praia. 2009)
sexta-feira, setembro 02, 2011
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS NA TV: O PRODUCER.
quinta-feira, setembro 01, 2011
180º: A mais longa publicidade na história da televisão caboverdeana
sexta-feira, agosto 19, 2011
COMUNICAÇÃO PUBLICITÁRIA (III)
Os spots publicitários em qualquer televisão, pública ou privada, tem menos a ver com os mecanismos, vectores e a criatividade, em si, do que com a sua fugacidade. A comunicação publicitária na TV é uma comunicação com um ritmo imposto. Podemos comportar-nos como um flaneur nas páginas de uma revista magazine mas o ecrã da televisão não nos dá essa hipótese. Uma vez que a cada spot se segue imediatamente um outro, perdendo-se sem deixar traços, o nosso espaço mental é constantemente preenchido o que faz com que a nossa memória tenha que ser constantemente renovada a cada instante publicitário.
Sabemos que o som proporciona um nível de envolvência superior a imagem, o que se deve às nossas características perceptivas: o nosso ângulo de visão limita-se a um máximo de 180 graus enquanto que a nossa amplitude auditiva possibilita-nos a captação de sons a 380 graus. Essa capacidade de que o som tem de nos fazer emergir é, evidentemente, aproveitada para se vincar, pelo tonitruante volume sonoro, o momento em que passa o spot TV, que destoa de tudo o resto que existe na programação televisiva. Uma loucura consentida.
È cada vez maior a enorme exigência à volta da criação publicitária no que toca á mensagem e originalidade do conteúdo publicitário. Vemos frequentemente spots televisivos nos quais se ensaiam novas abordagens um tanto ou quanto deslocadas da realpolitik vivida pelos citadinos caboverdeanos. Acresce a isso o facto da rapidez de ofertas e a multiplicidade de incentivos ao consumo extravasar o próprio poder de compra dos nossos consumidores .
quarta-feira, agosto 17, 2011
A COMUNICAÇÃO PUBLICITÁRIA TELEVISIVA: SPOTS.
O papel jogado pelo som, voz off, música e efeitos especiais está definitivamente implantada no cenário de produção nacional: uma evolução que ocorreu num par de anos no nosso arquipélago. Em 1998 ainda se apalpava os terrenos da performance e da técnica audiovisual mas, actualmente, com a proliferação das novas tecnologias multimédia um criativo pode fabricar em modalidade in-house producion os seus produtos audiovisuais e aprimorar clips musicais e spots de forma descomplexada. Isso vem reconfigurando, sobremaneira, o cenário de produção publicitária em Cabo Verde. Uma pequena parcela da produção nacional de spot TV tem estado nas mãos de criativos isoladas que dispondo de um portátil e de um software de edição concebem os seus trabalhos, vendendo-os a terceiros – os anunciantes.
Porém, no cenário de produção profissional o esforço em atingir a profundidade que a publicidade leva alguns dos nossos criativos e realizadores a munirem-se de sonoridades enigmáticas, de imagens edílicas, e de conceitos pseudo-intelectuais como forma a produzir um sentido de que a publicidade, pela sua natureza efémera, desconhece.
terça-feira, agosto 16, 2011
COMUNICAÇÃO PUBLICITÁRIA (2)
A um nível restrito da mensagem publicitária estabelece-se, assim, uma relação entre três facetas: conceito-produto-marca. Este triângulo relacional intrínseco a comunicação publicitária está presente em qualquer anúncio publicitário posicionando-se na esfera da significação simbólica: ao conferir vida a um produto, constrói-se, para lá das suas características, um mito à sua volta.
Para criar uma aura ou um mito a volta do produto, o realizador de um spot TV não faz mais do que instituir uma comunicação sobre uma mensagem única ilustrada e apoiada sob diversas formas; fundada sobre uma ideia criativa forte, visual e sonora, capaz de se imprimir no espírito do espectador; mas, sobretudo, uma comunicação onde uma certa dose de repetições conceito-produto - marca está assegurada, senão de forma natural, pelo menos de modo reinventado.
Henri Joannis ( MBA em Harvard Business School,) e Virginie de Barnier (MBA em Universidade de Wisconsin) fizeram, entre 2001-2004, um estudo aprofundado sobre milhares de spots, tendo estruturado todo o universo dos “spots televisivos” segundo dois critérios: mecanismos de comunicação empregues e vectores de comunicação que fazem mover esses mecanismos. Os primeiros descrevem encadeamentos de conceitos e o modo de descrição das satisfações enquanto que os segundos descrevem elementos físicos, imagens e as palavras que movem esses mecanismos. A estes elementos se juntam, então, a um nível criativo a ordem de ocorrência dos conceitos visuais; o tempo associado a cada sequência e o papel jogado pelo som (voz off, a voz síncrono, a voz cantada e diversas formas de música).
segunda-feira, agosto 15, 2011
A COMUNICAÇÃO PUBLICITÁRIA TELEVISIVA
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Para Kapferer (1995) a comunicação de marca e projecção das suas imagens no mercado respeita o seguinte esquema:
Identidade - Comunicação - Imagem
Kapferer, J.N. (1991), Marcas – Capital de Empresa, Lisboa – Edições CETOP
O carácter mítico que subjaz a este modelo de comunicação publicitária aparece num estudo do Professor D.H. Mellor (Faculdade de Filosofia de Universidade de Cambridge) relacionado com a questão simples das convicções verdadeiras. Segundo este investigador: “uma acção resulta quando satisfaz o desejo que se combinou com uma convicção verdadeira para desencadear a acção”. O problema é de “como obter essas convicções verdadeiras de que a pessoa precisa para que as suas acções satisfaçam o seu desejo?”. A resposta que o autor aponta é simples: obtêm-na de outras pessoas pelo acto de comunicação. Isso não quer dizer que ele não poderia obtê-lo de uma simples observação directa mas sim que a própria comunicação é já uma espécie de observação. Em vez de procurar directamente uma coisa de que precisa para obter dela uma convicção verdadeira a pessoa procura, antes, um sinal. Esse sinal é, na sua projecção, o epicentro de tudo aquilo que a publicidade procura construir a volta do produto.
sexta-feira, julho 22, 2011
A PRODUÇÃO E A "VIDEO-IDIOTIA"
O novo “expedicionário” do vídeo terá, assim, forçosamente, que evitar relacionamentos lineares; desfazer o medo de “umbrais” de sentido; tomar como natural as contingências da nossa produção nacional, que devem ser vistas como simples etapas a ultrapassar; buscar uma maior capacitação tecnológica; evitar estribilhos como aquele de que o povo cabo-verdiano só tem apetência para a música; e trilhar os caminhos da ficção cinematográfica, aventurando-se por essa nova possibilidade expressiva para, assim, entrar num novo ciclo. Para isso alguns pré-requisitos deverão ser levados em linha de conta: se houver, como propõe Herrera, a criação de irmandades em diversos domínios da criação; se emergir a consciência de que o trabalho de equipa é muito mais importante que a obsessão individual e o laxismo; e que o correcto ajuizamento é de que uma criação nunca é completamente original e individualizada.
quarta-feira, julho 20, 2011
A LITERACIA MEDIÁTICA E OS EXPEDICIONÁRIOS DA VÍDEOSFERA (3)
Na lógica de consumo que impera nas nossas modernas sociedades, há mais hipótese de um jovem se apoderar de um vídeo pré-fabricado na internet e recria-lo com base numa tecnologia de edição baixada na internet do que se entregar às complexidades de uma produção bem planificada com adereços e actores, ainda que seja no plano amador. O que se assiste, a esse nível, extravasa a questão ética e deontológica, para tocar os meandros da criminalidade: posse de bens produzidos por outrem e sua distorção ou desvio, numa lógica de experimentação naif irresponsável. Para além disso, o seu esforço de transformação estética acaba por incidir mai, nos aspectos formalistas da obra.
terça-feira, julho 19, 2011
LITERACIA MEDIÁTICA E OS EXPEDICIONÁRIOS DA VIDEOSFERA (2)
Os conformistas ritualizados são, no entender desse autor, motivados por rituais, focalizando-se em determinadas narrativas. Eles se apoiam apenas em mensagens que apoiam a sua crença, visão do mundo e posições políticas. Prevenidos, raramente encontram mensagens que vão de encontro à sua necessidade e sentem que nunca é demais estarem expostos às mensagens que apoiam as suas crenças. A sua capacidade de produção crítica é, como tal, limitada.
Os redutores da dissonância são motivados apenas por narrativas que contribuam para reduzir uma certa carga negativa ou uma incerteza ocasional. Não se sentem impelidos a voltar novamente àquele tipo de narrativas que costuma apoiar as suas posições. Uma vez resolvida uma certa dissonância na sua visão das coisas já não resta aquela motivação em obter outros inputs visionários. Aquele que decidisse trilhar os caminhos da criação audiovisual e cinematográfica colocar-se-ia, imediatamente, na esfera de influenciador e estaria capacitado a elaborar produtos audiovisuais mais seguros e lúcidos do que a maioria.
Os géneros “junkies” são, por sua vez, motivados por necessidades ritualistas de atender à vários tipos de mensagens ou narrativas, tais como, novos programas. Regra geral, vêem um canal de desporto todas as tardes de sábado, por exemplo. A sua devoção vai mais no sentido de estarem bem com qualquer tipo de mensagem mesmo que isso lhes cause dissonância. Nesta esfera estão os crónicos seleccionadores de filmes e documentários submergidos numa lógica de consumo inexorável, o que impede, relativamente, a emergência de um espírito crítico e de produção de outras narrativas que deveriam, em princípio, reforçar a memória e o saber já existentes. Consoante o grau de consciência dos nossos expedicionários assim se torna a sua atitude mental e a propensão face ao material visionado: do consumo passivo à busca activa e produção efectiva.
segunda-feira, julho 18, 2011
A LITERACIA MEDIÁTICA E OS EXPEDICIONÁRIOS DO VÍDEO (1)
Num interessante estudo sobre esta matéria o investigador James Potter, na sua obra “Theory of Media Literacy” faz uma extensa análise sobre o grau de literacia mediática de um determinado público-alvo restrito de consumidores do medium televisivo, e que, no nosso caso, identificamos como sendo “futuros expedicionários” da videosfera: um grupo de amadores da arte do vídeo e da publicidade. O referido autor classificou em quatro (4) categorias a literacia mediática: os (1) construtores de conhecimento, (2) os conformistas ritualizados, (3) os redutores de dissonância e (4) os géneros "junkies". Consoante a sua atitude perante os temas audiovisuais, estes consumidores, e potenciais “expedicionários”, são motivados diferentemente por necessidades específicas que variam de acordo com o seu grau de interesse, motivação e da sua atitude mental perante os produtos televisivos.
terça-feira, julho 12, 2011
TELEVISÃO (8): corpo telepresente..
A relação, por vezes paupérrima e redutora, que o homem moderno mantém com o médium televisivo, afasta-o do universo interpessoal e interactivo das mostras e festivais. Em reacção a esta tendência, Paul Sermon, praticamente, “instituiu”, desde 1993, uma vídeo-instalação permanente – o Telematic Vision - no Museu de Comunicação de Berna, que perdura até hoje: a televisão e o divã se juntam inseparavelmente num cenário. Nessa exposição o divan é o lugar a partir do qual podemos ver o espectáculo da televisão e, ironicamente, o espectáculo apercebido é precisamente aquele do público sentado num divã. Dois divãs azuis e idênticos (e duas famílias) são instaladas em lugares separados. Cada câmara vídeo transmite uma imagem em directo. Dois monitores transmitem a mesma imagem em lados diferentes, o espectáculo é total. Nesta simultaneidade, os observadores assumem uma função de instalação e se sentam nos seus divãs para olhar a televisão. Trata-se, sobretudo, de uma experiência que propicia a consciência de que pode haver um controlo físico total de um corpo tele-presente, susceptível de interagir com outra pessoa. A experiência do público em relação com as intenções do artista afirma-se, até, no ponto de vista da concepção, da organização e do desenvolvimento da exposição e de preservação da obra.






