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sábado, março 04, 2006

Henrique Teixeira de Sousa


No tempo em que estudei no Liceu, o pequeno conto "Dragäo e Eu" tinha muito mais aceitaçäo que a obra "Chuva Braba", ambos de leitura obrigatória. Ia mais de encontro á nossa realidade, ás nossas traquinices. Era, de facto, muito mais simpático para a nossa percepçäo e imaginaçäo. Näo nos irritava. Do pouco que li das obras de Henrique Teixeira de Sousa ficaram-me imagens, näo passagens textuais. Tal como A. Aurélio Gonçalves, aquela desatençäo rara, á medida do seu pensamento, foi-lhe fatal. Mas a sua vida literária cresceu muito longe dos acidentes literários, presentes em alguns outros autores, e que os torna algo insalubres. Continuarei a beber da tua fonte, Teixeira de Sousa.

2 comentários:

Kamia disse...

Eu também estudei " Contra mar e Vento" e "Chuva Braba" no liceu.O meu conto favorito na obra de Teixeira de Sousa era também "Dragão e Eu" mas de toda a sua obra prefiro Xaguate, exactamente pelas imagens que me ficaram.Em Teixeira de Sousa sempre me intrigou a sua "insistência" em finais infelizes para os seus personagens.Sim,nas suas histórias acaba tudo tão realisticamente mal...

Pura eu disse...

Fazes bem, meu caro!