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segunda-feira, dezembro 22, 2008

O RACCORD DE JIM JARMUSCH

Desde o emblemático «Coffee and Cigarettes» (2003) e «Broken Flowers» (2005) que Jim Jarmusch não realiza. Já lá vão três anos desde que ganhou o Grande Prémio de Júri no Festival de Cannes. Dormindo á sombra da bananeira? Imagino-o mais como um Luke Luke (ainda com a pontinha de cigarro na boca) deitado numa ilha deserta com umas latas de cerveja e uma canoa vazia que chega, já sem o seu «Dead Man». O que é que nos trará o mais minimalista, melancólico, independentista dos realizadores americanos (adjectivos unânimes quando se fala dele)? No cinema em cena já há cinéfilos a «arriscar» o título da próximo obra prima: «The Limits of Control» - uma estória centrada num fora da lei que está próximo de terminar um trabalho em Espanha (?).
Bem, até que faz raccord com o ultimo «Broken Flowers», no qual a personagem interpretada por Bill Murray, em busca do suposto filho, saído de uma relação do seu passado de playboy, perde a cabeça na ultima cena: dada por uma incrível câmara em plongée rodando por cima da cabeça do personagem. Um filme em que o vazio, experimentado pela personagem, ao longo do filme, «cola-se» á tela com planos monótonos, em jeito de documentário.
Sem perder a cabeça a especular qual será o plot point no seu próximo trabalho o meu favorito na sua filmografia continua a ser esse fiasco comercial que é «Ghost Dog» (1999) com Forest Whitaker em grande estilo: a frieza do samurai em atmosfera gangsta rap e máfia. È tambem a película com a maior banda sonora assente na música rap, composta pelo RZA (ex-Wu Tang Klan) .
Faz raccord...

2 comentários:

João Branco disse...

Como é que um tipo - com o devido respeito - como tu, que fala assim de cinema, consegue viver com a falta de filmes que graça por este país? Tens algum truque e não contas a ninguém? Tens alguma cinemateca privada e não convidas os amigos? Hummm, mistério, oh cinéfilo!

Mário Vaz Almeida disse...

Tenho uma mini biblioteca que já revi mil vezes. . Neste país, só mesmo importando, João. Ou fazendo pirataria ...mas lá vou conseguindo aguentar-me ... quando muito recorro ás minhas memórias á procura de um reduto imagético onde possa me aconchegar...