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terça-feira, agosto 09, 2011

FAILURE SYSTEM

Uma equipa de investigação na área da política cabo-verdiana, denominada NAUSEA, detectou 9 erros de sistema e são os seguintes:

1. Candidato da cidadania. Erros no próprio discurso mediático com variadíssimas discussões sobre qual dos candidatos é o candidato da cidadania, se era o JCAF ou o AL, quando era muito claro que o único candidato da cidadania foi, afinal, o incrível Joaquim Monteiro.

2. “MI É CABO VERDE”. Este slogan da campanha de MIS esconde um terrível epigrama: JMN que orquestrou tudo é o seu autor e afirmou-o às expensas do próprio candidato: “Mi é Cabo Verde”, ou seja, é o próprio Neves a afirmá-lo, em língua crioula, como um semideus.

3. Compra de votos. Inacreditável, mas verdade como água cristalina! È a senda do “povinho” que corrói a democracia cabo-verdiana, por dentro.

4. A Contagem dos Votos. No directo na TCV a amostragem dos dados que começara com um universo de 41 mesas revelando, desde logo, a vantagem de JCAF foi, logo, ignorada por Valdemar Lopes que iria pegar, de boa intenção (sic), numa outra amostragem, com apenas 28 mesas apuradas, anterior àquela, que registava a vantagem de MIS na tabela de percentagens. Denunciava, sem querer, o truca truca que iria prevalecer ao longo das contagens.

5. 2.ª Volta. A passagem de JCAF e MI prova a imaturidade política do Homem cabo-verdiano moderno, ou seja, a cegueira em relação às virtudes de um ou outro candidato e o engajamento, tout court, nos candidatos nomeados pelos partidos.

6. Aristides Lima. Era claro que o JCAF passaria para a 2.ª volta mas já não era tão previsível os resultados para o MI ou para o Aristides Lima. Este último caiu no erro de pretender situar-se acima da história – a história real - «a poeira e sombra»- que existe na política cabo-verdiana. A sua almejada vitória significaria que o Povo cabo-verdiano tinha parado na História, tentando repescar dela uma imagem saudosista de um Aristides Pereira, ou, quando muito, significaria que o povo cabo-verdiano atingiu um nível de sofisticação política, e de análise, que os povos, todavia, nunca costumam ter, precisamente por terem a qualidade de massa conduzida.

7. Jorge Carlos Fonseca. JCAF, o único candidato que, no debate televisivo decisivo, se dirigiu em língua crioula e com alguma naturalidade à nação cabo-verdiana, já é decididamente o candidato que pode e deve consolidar a democracia cabo-verdiana, mas o erro do sistema é que na democracia não existem grupos destituídos de interesses, apenas preocupados com o bem colectivo, e o facto desse sistema ser auto referente, é terrível para qualquer candidatura. É que o sistema se encarrega, sempre, de dizer: «o povo é quem decide». E agora? Alguém se atreve a dizer que «o povo não tem razão»? Bem, se JCF perder na segunda volta eu mesmo me encarregarei de fazer essa afirmação e justificá-lo-ei como bom cabo-verdiano que sou.

8. Incidentes na Votação. O que, ainda, é irracional é o que leva a que uma orelha de um cidadão votante, em Achadinha Cima, seja despregado da cabeça, à catana.

9. Prato preferido de JCAF. Caldo de peixe misturado com yogurte?

2 comentários:

zito azevedo disse...

Até de Gaule disse, um dia: "La France c'est moi!", parafraseando Louis XIV...

Mário Vaz Almeida disse...

Luis XIV já o tinha dito antes, não é? "L'Etat c'est moi." afirmação que ficou na história.