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terça-feira, setembro 20, 2011

Coisas que já vêm tarde!

A taxação dos mais ricos, pelo Presidente Barack Obama, retirando-lhe isenções fiscais revela liminarmente as reais injustiças do progresso económico-financeiro que podem estar no fundo civilizacional (sobre esse assunto basta ver o documentário ultra-moderno "Zeitgeist"). A firme determinação do Presidente de que não pode admitir que um cidadão comum norte-americano pague um imposto de 15% sobre os seus rendimentos se os ricos não o fizerem, também, na mesma taxação, é uma posição clarividente que lança um "facho de luz" sobre uma longa amnésia da história, que favorece os mais ricos e afunda os mais pobres. Esse plano de taxação é das coisas que já vem tarde.

O endurecimento da lei de porte de armas ligeiras é outra das coisas que já vem tarde, como o referiu Carlos Veiga, recentemente. Aliás, isso é algo gritante, face à constante leva de assassinatos de jovens na capital do país: jovens que, por vezes, não são suficientemente homens para matar mas somente impelidos pelo ódio e movidos pela facilidade do disparo, sem nenhuma ponderação.

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica prevê chuva para esta semana em Cabo Verde, mas, infelizmente, isso é daquelas coisas que, como uma sina milenar , já vem tarde para garantir um bom ano agrícola.

3 comentários:

zito azevedo disse...

Meu amigo: a taxação dos mui ricos vem, efectivamente, tarde e, o que é mais extraordinário é que tivesse sido um dos beneficiados pela lei idigna a rebelar-se, contra si próprio...Uma questão de consciência?
Zito Azevedo

Mário Vaz Almeida disse...

Pois é, Warren Buffet já não quer ser mimado,Zito. Uma questão de consciência, sim, mas também de reconhecimento do Outro.

zito azevedo disse...

Relendo o "post" ouvi a minha memória excitar-se por causa chuva anunciada que já vem tarde...Era a memória de nhô Djunga Fotógrafo, quando num dia quente e húmido lhe cai uma gota de chuva no nariz e lhe provoca o desabafo: "Pronto: oli um chuvinha jâ ben dá gente cab' dum bom ano de seca..." Chegavam sempre na hora, as bocas de nhô Djunga, que Deus tenha!