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quinta-feira, outubro 13, 2011

Presidente duas vezes, Presidente para toda a vida.

A Fundação Mo Ibrahim acabou de laurear Pedro Verona Pires pela sua visão e por «transformar Cabo Verde num modelo de democracia, estabilidade e maior prosperidade. Durante os seus dez anos como presidente, a nação tornou-se apenas no segundo país africano a classificar-se na categoria dos Países Menos Desenvolvidos das Nações Unidas e ganhou reconhecimento internacional pelo seu histórico de direitos humanos e boa governação» refere-se no site oficial da fundação.


O ex-Presidente da República receberá 5 milhões de dólares mas de acordo com o que está especificado numa das cláusulas do prémio, o premiado tem até 200 mil dólares por ano para atribuir a projectos filantrópicos. Terá, ainda, que desdobrar-se em conferências, acções de filantropia, viagens e trabalhar com a sociedade civil para o resto da sua vida. Por aquilo que se espera dum laureado com o prémio Mo Ibrahim as instituições governamentais e do estado, este e os próximos Presidentes da Republica, terão que partilhar a esfera de poder com sua excelência Pedro Pires que vê a sua importância histórica aumentada ainda mais com este reconhecimento. Só para se ter uma ideia do peso que esta distinção tem, basta notar que o prémio é muito superior ao dos laureados com o Prémio Nobel e que à frente da instituição estão pessoas que apostaram definitivamente na boa governação em África como a única forma de resolução dos seus problemas e que elogiam pacotes de investimento como o do Millenium Challenge Account. Uma dessas pessoas é o próprio Mo Ibrahim, empresário sudanês, que fundou esta instituição, em 2007 para chamar a atenção para as questões da governação e liderança em África. Na entrevista que deu ao Council on Foreign Relations o milionário fundador da Celtel International, empresa de telecomunicações com presença em 15 países africanos (que foi vendida ao MTC Kuwait por 3,4 mil milhões de dólares), destacou o facto dessas figuras históricas premiadas puderem continuar a servir o continente como um todo, asseverando que «não é necessário ser presidente para prestar serviço; por vezes, a capacidade de servir é muito maior se não estivermos amarrados a protocolos e etiquetas».

Tempo de Lobos congratula-se com este prémio atribuído ao político africano mais hábil da costa ocidental africana: isso para quem sabe a diferença entre um porco-espinhos e uma raposa.




2 comentários:

zito azevedo disse...

Cada um é como cada qual e os milhões merecem o sacrificio mas, sempre achei que, num politico, a diferença entre um porco-espinho e uma raposa não é nenhuma...

Mário Vaz Almeida disse...

Eh...eh...eh...eh..