TEMAS

quinta-feira, janeiro 29, 2009

CRIME AMBIENTAL

«Eduardo Mãos de Tesoura» (1990). Tim Burton



«O que se passa nalgumas cabeças no arquipélago?» é a pergunta legítima que Amílcar Tavares faz a propósito do ensino superior em Cabo Verde. Como se operacionalizam 8 escolas para cerca de 499.796 habitantes?! Nada melhor do que ir ao mais básico: a Aritmética - a primeira coisa que aprendemos na escola e que serve-nos para a vida toda em todos os nosso raciocínios. Nem é preciso ser engenheiro. Vejamos o mais recente caso - Crime Ambiental + Vital Moeda + Governo + Turismo.



Divisão:
Fazemos uma divisão equitativa de projectos e construções, e respectiva distribuição por regiões do país, de forma a criar um segundo equilíbrio (já não ecológico), sem ferir susceptibilidades regionais mas mantendo, na mesma, a ambição de projectar hotéis e campos de férias. O que fica: progresso e uma falsa consciência.


Multiplicação:


Multipliquemos os projectos e construções para aumentar e consolidar o turismo em Cabo Verde. O que fica: crime ambiental e falta de consciência.

Adição:
Acrescentemos ao actual «estado ambiental» só mais um ou outro grande empreendimento turístico tapando baias, vistas, repisando as pobrezinhas das tartarugas. O que fica: progresso e uma falsa consciência.

Subtracção:
Mas então, imaginemos a Natureza assim como estava antes da era industrial. Mais atrás, antes sequer de qualquer derrube de árvores. O que fica? Um bando de indivíduos de tangas vivendo em palhotas, curtindo a natureza, de boa consciência … mas ainda sob o olhar curioso de turistas!


Acho que a nossa Aritmética não vai nada bem, amigos... á pergunta de Amilcar adiciono outra: «não temos mãos a medir?»

6 comentários:

João Branco disse...

Muito bom post! E eu que sempre fui bom aluno na Matemática, ainda fico mais confuso com certas coisas! hehehe Fka dret! Djon Bronk

Mário Vaz Almeida disse...

Já somos dois, Djon Bronk.

José Eduardo Fonseca Soares disse...

A confirmar-se a 'praga' que um deus nos deixou como sina: 'Haveis de navegar à vista, sempre ao sabor dos ventos!' Triste sina. Fica a ideia de que não sabemos quem somos, para onde vamos e nem o que queremos...

Mário Vaz Almeida disse...

Todos nós temos um pouco de Moby Dick, Fonseca Soares.

Amílcar disse...

Olá Mário!

Muito obrigado pela menção e palmas pelo complemento.

É preciso dividir o bem pelas aldeias. Mas duvido que seja com esta geração de políticos, pois gémeos siameses.

Um abraço.

Mário Vaz Almeida disse...

È isso aí. Aproveito, já agora para te dar os parabens pelo teu excelente blog. Contem muita informação e é esclarecido.